terça-feira, 5 de outubro de 2010

C'est La Vie

E como dizem os franceses numa situação demais puro contentamento uniforme, quando se percebe que não um por quê de sair em busca de respostas se todas já foram respondidas, um conformismo apático porém real, essa é uma característica do povo francês, de hoje, um povo que lutou para não ser dominado e que tentou a todo custo dominar, porém isso não é um post scriptum sobre História da Europa Moderna, muito pelo contrário meus queridos “camaradas” (conheço uma pessoa que não gosta dessa palavra sabe, segundo ela essa palavra é socialista, remete ao vermelho), esse é um post sobre o nosso Brasil, terra do verde amarelo azul anil, que no ultimo domingo esteve vivenciando o mais alto demonstrativo ato democrático, o pleito eleitoral, VOTAR, VOTAR e VOTAR, foi o que nós fizemos, exercitamos o nosso dever civil democrático, fizemos escolhas que duraram quatro anos, podem muito bem ser quatro amargos anos ou não, vai depender de quem você e eu escolhemos.

Não estou aqui para indagar que você escolheu, acredito que se escolheu vermelho é por que lhe vislumbra, se escolheu azul é por que lhe aprece e se escolhe verde é por que lhe “utopiza”(adjetivo ainda não reconhecido na gramática brasileira que cabe muito bem a essa situação). Marina Silva com seu jeito do Acre (yeah boy, it’s real) conquistou certo nicho de nossa sociedade, com certeza o nicho daqueles que tem um melhor entendimento político e até mesmo cultural no que diz respeito à educação, suas propostas de um mundo sustentável ( o que na minha opinião na prática não passa de bullshit) angariou milhares de votos Brasil à fora, terminou o pleito com 20% dos votos validos e uma extrema felicidade por ter cativado o povo brasileiro de um jeito que nenhum outro fizera de primeira, ainda mais com idéias tão humanitárias e límpidas.

Verdade seja dita o VERDE se mostrou, mostrou que temos que nos precaver para os próximos quatro anos.

Teremos agora um duelo de Titãs entra a “magnânima“ baixinha, gordinha e dentuça Monica Russef, ops... Dilma Russef contra José Serra, o homem do Genérico, mas que na verdade não passa de um café requentado, um picolé de chuchu.

Quando falamos sobre a reformulação de um governo, sobre a ânsia da melhora, a perspectiva do novo, nosso corações se enchem de alegria, nosso endotélio de epinefrina e nosso cérebro de dopamina, queremos ver um Brasil diferente, queremos algo novo, mas que seja algo bom e que valha a pena, nossas fichas estão se esgotando, nossa esperança não segue a regra, ela é finita, então camaradas eu vos digo, seja quem for que ganhe, que tenha respeito com o povo brasileiro que tenha o mínimo de ética e dignidade para reconhecer suas cagadas e de sua casa parlamentar, e que quando uma bomba estourar que assuma a responsabilidade e que venha diante do povo que o escolheu e se entregue a uma justiça maior.

Seria tudo isso utopia?? Seria pedir demais?? Não sei, mas eu votei e vou ter que esperar quatro anos para te contar.


Victor writing: Por ser semana de prova na faculdade estou sem tempo de pensar com meu sarcasmo e etc, mas aguardem que em breve eu volto...

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